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R. Rodrigues Sampaio - Lisboa

Espiritualidade e Religiosidade: Qual a diferença?

Espiritualidade e religiosidade

Espiritualidade e Religiosidade: Qual a diferença?

Embora estejam quase sempre relacionados, os conceitos de espiritualidade e religiosidade podem não estar tão ligados como costumamos imaginar. Por isso, no artigo de hoje, irei compartilhar minha percepção sobre a diferença entre eles e convidar você a refletir sobre essa diferenciação.

Enquanto a primeira é um conceito mais geral e que não tem a ver com doutrina, a segunda está centrada na fé em determinado caminho, vindo por um olhar específico de uma religião.

Independente da religião que uma pessoa segue, ainda que não participe dos rituais da mesma, e mesmo aqueles que não possuem ligação com nenhuma doutrina, podem se considerar ligados a algo espiritual, e é sobre isso que iremos falar hoje, por isso, continue a leitura.


Religiosidade ou espiritualidade?

Religiosidade ou Espiritualidade


Em primeiro lugar, a primeira coisa que precisamos considerar sobre o tema, é que os conceitos podem ter seus significados alterados conforme o tempo e a cultura sob a qual estão sendo analisados.
Dessa maneira, o termo religião, deriva do latim religare, que significa se ligar novamente ao divino. Assim sendo, as religiões geram um senso para estabelecer uma reconexão (religar) entre os seres humanos com algo maior (ou com o todo).

As religiões, portanto, compõem os diferentes caminhos para restabelecer essa conexão.
Entretanto, no decorrer da história da humanidade, as religiões passaram a ser vistas como instituições, possuindo então regras próprias de funcionamento, e atualmente podem ser consideradas como uma organização formal.

É importante não confundir a religiosidade com a espiritualidade, uma vez que a religião é apenas uma das formas para se conectar com uma Força Divina, com algo Maior, com o Todo, independente do nome que você dê a Ele.

Sendo assim, podemos dizer que a religiosidade consiste em um método para que possamos nos religar, ou seja, para nos conectarmos outra vez àquela essência Divina que representa o Todo do qual somos apenas uma parte.

É possível dizer que a religiosidade é uma janela para o mundo espiritual, entretanto, não é a única forma de estarmos conectados a ele.


É possível ter religiosidade sem espiritualidade e espiritualidade pode ser exercida sem religião?

Alguém dotado de religiosidade é alguém que está sempre presente nos cultos e ritos da religião da qual faz parte, além disso, é alguém que segue os preceitos que são determinados pela doutrina religiosa a qual pertence.

Pode-se dizer que essa pessoa, inclusive, pode fazer tudo isso sem de fato ter despertado em si a sua espiritualidade. Aliás, é possível viver uma vida religiosa, seguindo ritos e doutrinas, mesmo sem ter fé.

Isso porque alguém pode exercer a religiosidade apenas por hábito, por ter sido ensinada a isso desde cedo, uma tradição, ou mesmo só por convenção social.

Porém, a regra geral é que a origem do conceito seja a fé, uma vez que é muito difícil que alguém que não tenha fé seja capaz de abrir mão de quaisquer outras atividades das quais goste para manter-se dedicado a todos os preceitos impostos pela religião que pratica.

A Religião

A religião pode ser vista como um conjunto de práticas relacionadas ao mundo espiritual, envolvendo crenças, rituais e preceitos que se relacionam com aquilo que transcende, com aquilo que é místico e sobrenatural. E para se conectar com essa transcendência, a fé, é primordial.

A Espiritualidade

Enquanto isso, podemos dizer que o conceito de espiritualidade nada tem a ver com uma doutrina específica, podendo ser exercida em qualquer crença religiosa, ou até mesmo sem estar ligada a uma religião formalizada.

Podemos dizer que o conceito está ligado à consciência de que a nossa existência está ligada a um fenômeno que é capaz de transcender a vida material.

É ter a consciência de que existe algo maior, que rege todo o Universo, e do qual cada um de nós é uma pequena parte, que ao lado de outras partes similares e ao mesmo tempo com suas próprias particularidades, formam esse Todo.

Dessa maneira, a religião que escolhemos importa muito pouco, uma vez que demonstra apenas a nossa identificação com determinadas ideias, conceitos e percepções acerca do mundo espiritual, que mesmo diferentes de outras religiões, ainda assim, nos levam ao contato com esse mundo.

Exercer a espiritualidade independe da prática de ritos e de seguir uma doutrina, mas é sim uma postura perante à vida e um exercício da fé em algo maior que a nossa existência na Terra.


A espiritualidade vem de dentro!

Espiritualidade


Pensando em tudo isso, como eu me conecto com algo maior do que EU? É daí que vem a minha compreensão sobre a espiritualidade. Como eu me conecto, me relaciono com o todo, que é um sistema maior do que eu? Um sistema que transcende o meu Ego?

Eu entendo que para eu me conectar com o todo eu primeiro preciso me conectar comigo de alguma forma, e como eu posso fazer isso?
Toda vez que eu vejo algo em outra pessoa será que eu parei para perceber se aquilo existe dentro de mim? Não importa que seja algo ruim ou bom. Perceba: se eu fui capaz de identificar no outro é porque aquilo é reconhecido dentro de mim primeiro.

E isso não necessariamente está refletindo algo atual seu, muitas pessoas confundem isso, mas será que não podemos afirmar que está refletindo sim alguma coisa que você conhece a origem de alguma maneira?

Espiritualidade vem do caminho que se percorre na compreensão de que o outro é uma grande maravilha desse mundo, pois são eles que nos apontam as nossas fragilidades, vulnerabilidades e lugares que devemos revisitar dentro de nós para que possamos evoluir.

Quando eu me julgo no direito de falar mau, de achar que a minha raça ou religião é a certa e a do outro é a errada, será que não existe aí uma busca minha por algo externo como um certo absoluto?

A espiritualidade é olhar para dentro e não para fora, amados. Afinal é DENTRO de cada um de nós que o grande show acontece!

Um abração!

Lilian Alencar
Lilian Alencar é apaixonada pelo saber e criadora do Método Mente-Livre, revigorou seu blog para desafiar-se e poder contribuir com quem gosta de ler. Defensora incansável da proteção à infância e acredita profundamente na leveza das relações, com parcerias transparentes e sem barreiras de rivalidades entre homens e mulheres.

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